| Pauta
de reivindicaçõesLeia
abaixo a pauta de reivindicações dos trabalhadores do serviço público federal,
que foi encaminhada ao governo no dia 15 de março, ocasião do lançamento oficial
da Campanha Salarial 2005. Reposição
salarial de 144,79% para categorias incluídas no Plano de Cargos e Salários As
perdas dos servidores incluídos no Plano de Cargos e Salários, acumuladas
entre 1995 e dezembro de 2004, somam 59,15%. Os salários representam, portanto,
apenas 40,85% do que representavam no ano de 1995. Para recompor tais perdas,
é necessário o reajuste de 144,79%, segundo os cálculos do
DIEESE. Reposição imediata
de 61,75% Desde 1998, quando foi aprovada a Emenda
Constitucional 19 - que alterou o conteúdo da Administração
Pública Federal e acabou repercutindo nas administrações
estaduais e municipais - os servidores não são contemplados com
elementos chaves aprovados pela citada emenda. A revisão salarial foi deliberadamente
negligenciada, não existindo ou, como ocorreu nos últimos anos,
sendo concedida com valores ridículos. Isso exige uma imediata mudança
e, para tanto, é necessária a incorporação imediata
do índice relativo ao período de 1998 a dezembro de 2004, que corresponde,
segundo os cálculos do DIEESE, a 61,75%. Correção
das distorções Entre os principais
elementos responsáveis pelas distorções salariais entre os
diversos setores dos servidores estão: tabelas diferenciadas; mudanças
anárquicas nas carreiras; dispositivo autoritário de carreira típica;
fim da política isonômica e barreira para a garantia da paridade.
Esses elementos refletem negativamente nos salários, nas condições
de trabalho, na recomposição dos serviços públicos
prestados nos diversos órgãos e, finalmente, na vida real dos servidores.
Com isso, entendemos que é urgente a necessidade de modificar a política
de correção implementada nos últimos anos. Incorporação
das gratificações produtivistas e da GAE Para
recompor o salário dos trabalhadores no serviço público,
uma das medidas urgentes é acabar com o conjunto de penduricalhos existentes
no valor final de salários. São gratificações inseguras,
que não fazem parte dos salários e podem ser retiradas a qualquer
momento. Insegurança similar se constitui com a GAE - principalmente após
a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estipula limite com gastos com servidores
- e com a Emenda Constitucional 19, que permite o corte das parcelas que não
orrespondem ao salário-base. Para recuperar a segurança e as garantias
salariais, é necessário incorporar imediatamente as gratificações
aos salários. Diretrizes de Planos
de Carreira (DPC) Com a aprovação
das DPCs, serão garantidos requisitos mínimos para estabelecer carreiras
e planos de carreiras condizentes com a necessidade histórica dos serviços
públicos no Brasil. Apenas por meio das diretrizes será possível
unificar os critérios, avançar na recuperação da isonomia
e garantir a paridade. Além disso, queremos diretrizes que reafirmem a
propriedade estatal dos serviços e as relações trabalhistas
coerentes com esse modelo de propriedade. Devem ser retirados todos os elementos
privados que hoje predominam nas relações públicas de trabalho. Paridade
entre ativos, aposentados e pensionistas É
necessário recuperar uma das principais conquistas dos servidores: a paridade
entre ativos, aposentados e pensionistas. O que foi uma conquista histórica
dos trabalhadores, foi retirada progressivamente, a partir do primeiro mandato
de FHC. Essa política continua sendo aplicada pelo governo Lula, por meio
de direitos diferenciados, reajustes diferenciados e, principalmente, pela Reforma
da Previdência de dezembro de 2003. Recuperar essa conquista é um
passo estratégico para a política salarial e para a construção
de carreiras no serviço público. Fixação
da data-base em primeiro de maio A data-base do
funcionalismo, fixada em janeiro de cada ano pela lei 7.706/89, vem sendo desrespeitada
pelo governo desde 1996. Com a promulgação de E.C. 19/98 reafirmou-se
a obrigatoriedade da observância de Data-Base Anual, com Revisão
Geral de Índice para todos os servidores. Portanto, reivindicamos o direito
legítimo da data-base, mas no dia 1º de maio, quando é comemorado,
em nível internacional, o dia do trabalhador. Cumprimento
dos acordos de greve A cada greve legítima
dos servidores, o governo desfere ataques com todo tipo de argumentos. No entanto,
quando se negociam e se fecham acordos para a saída de greve, os mesmos
governos não cumprem as negociações e resolvem, de forma
cínica, esquecer a luta dos trabalhadores. Isso é inadmissível,
mas infelizmente ocorre na prática. Nos é necessário, portanto,
reivindicar o cumprimento de todos esses acordos, pois, são conquistas
da luta que não são respeitadas.
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